acreditamos que uma bituca de cigarro
é a responsável por incêndios criminosos

(talvez entrem na conta, ONGs e indígenas
nos tempos em que vivemos)

cremos que empresas e tecnologias
vão solucionar todas as ‘dores’ civilizatórias

(o fenômeno ‘cambridge analytica’ não vem ao caso)

apostamos que os investimentos de impacto ‘mainstream’
vão despejar recursos infinitos para, enfim
resolver os problemas que nem governos
nem a filantropia
foram capazes de resolver

(lindo mundo cor de rosa)

confiamos no perfeito funcionamento
das instituições democráticas
e na manutenção do bem-estar social
local e global

acreditamos que mercado
justiça e imprensa
são livres e imparciais

(como se diz por aí:
‘nem sabão em pó é neutro’)

cremos que debater problemas socioambientais
e suas causas
é sinônimo de pessimismo e de
ser contra o país

que tal trocarmos de óculos?

em suma:
que tal vivermos um pouco
de vida real
num mundo laboral menos fake?

sim
aquele mesmo que vem no combo com:
burn-out
precarização das relações
assédios
rasteiras
espuma
caroneiros
e
o mesmo ‘propósito’ de sempre

lucro

salpicado
de eufemismo em
‘gerar valor ao acionista’

#impactonaencruzilhada

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ex-pecialista

quando eu tinha outro chapéu institucional era convidado para eventos, diálogos carregava…