Crônicas das dores de crescimento

Cresci na época das fitas cassetes e dos bolachões  Vi o surgimento do CD E seu declínio  Na minha adolescência  Na casa de um amigo nerd Tive acesso à internet (que surgia) Pré Google e pré redes sociais  Acesso discado e devagar quase parando  Pra acompanhar as bandas que eu curtia Precisava sintonizar a mtv  (Sim,...

Tempos de mudança para o ISP

Em todos os setores da sociedade temos vivenciado tempos de transformação e de profundo questionamento dos modelos atuais vigentes frente a velocidade das mudanças, urgência e complexidade dos desafios sociais, ambientais, cidadãos e políticos atuais. Representação política, modelo de família, modelos dos negócios, e diversos outros aspectos encontram-se em ‘cheque’ na atualidade. A filantropia, obviamente,...

Por que executar os próprios programas?

Dados do último Censo GIFE revelam que 43% dos Institutos e Fundações declaram predomínio na execução de seus próprios programas, em contraponto a 16% que declaram preferência pela doação direta a OSCs (‘grantmakers’), intercalados por outros 41% que atuam de forma híbrida (executam programas próprios e doam).

Inovação social: o que há embaixo deste guarda-chuva?

Narrativas e confluências Lidamos com uma situação paradoxal no Brasil (e América Latina): nunca se falou tanto sobre inovação social, nunca o universo de experiências práticas neste campo esteve em tanta evidência, mas, ao mesmo tempo, não temos ainda um entendimento mínimo sobre o que, de fato, é inovação social. Em outras palavras, temos muitas...

Em busca do “como”: institutos e fundações no campo de negócios de impacto

“If you always do what you’ve always done, you will get what you’ve always gotten”[2] (Se você sempre faz o que você sempre fez, você terá o que você tem sempre conseguido – tradução livre)   Gosto desta passagem, pois ela nos faz refletir sobre a necessidade de repensarmos nossas formas de atuação. Institutos e...

Qual o sentido público do campo de negócios sociais?

A rápida expansão do campo de negócios de impacto social vem despertando muita euforia, reflexão, e inquietação nos setores afins. No campo do Investimento Social Privado (ISP) institutos e fundações vêm procurando entender toda a complexidade, nuances, potencialidades e armadilhas deste novo campo para delimitar e detalhar estratégias de interação e atuação. A conclusão até...

A quem o investimento social privado serve?

Atuo na área de ISP, junto a um instituto empresarial. Lido com situações diversas e inusitadas em meu dia a dia e, antes de mais nada, gosto muito do meu trabalho e de onde trabalho. Mas venho me deparando desde que comecei a atuar nesta área, há 7 anos, com diversos dilemas e questionamentos. Talvez...

Quem acelera as aceleradoras?

Meu objetivo com este texto é refletir sobre o papel e relevância das aceleradoras de impacto (e de outros intermediários do campo de finanças sociais) e a necessidade de que institutos e fundações reforcem energia e recursos no relacionamento e na parceria com estas organizações

A falsa ideia da linha evolutiva da filantropia

A aproximação (recente e em curso) entre o campo da filantropia/investimento social privado (ISP) com o de negócios de impacto/finanças sociais já é uma realidade crescente no mundo[2]e, por aqui, tem feito emergir diversas inquietações entre institutos e fundações[3], além de trazer à tona algumas questões que merecem ser debatidas com mais ênfase. A falsa...

O sentido público do Investimento Social Privado

O sentido público do Investimento Social Privado Fábio Deboni[1] Em 2013 organizamos e publicamos um livro sobre tendência do Investimento Social Privado no Brasil[2], o qual reuniu diversos cases de institutos, fundações e empresas. Uma das reflexões ali tecidas foi na relação entre o investimento social privado (ISP) e as políticas públicas[3]. Resgatamos algumas destas...