A sina de remar contra a maré

desde antes de me formar eu já escolhia caminhos menos óbvios e mais desafiadores e o que eu tenho refletido sobre esses caminhos alternativos que a vida tem me proporcionado?

Boa leitura ; )


Desde a universidade venho fazendo escolhas profissionais pouco óbvias e que têm me levado a caminhos mais desafiadores.

Já na universidade fui me dando conta de que eu não seria operador de um certo modelo de agricultura (e, por tabela, de sociedade)

ps: fiz eng. agronômica na ESALQ (USP) onde se ouvia categoricamente que era impossivel produzir alimentos sem o uso de insumos químicos. Dureza.

Ali no fim dos anos 90 emergiam modelos ditos alternativos – agroecologia, SAFs etc – e eram todos amplamente ridicularizados. Talvez hoje ainda sejam questionados mas conquistaram outro patamar. Que bom!

Depois fui trabalhar no governo federal e ali relutei em tentar prestar concurso pra seguir neste espaço de maneira mais definitiva. Prestei vários, mas nunca passei.

Comecei pela área ambiental e depois fui migrando de áreas, áreas estas para as quais eu não tinha formação acadêmica (terminei esse ciclo no governo na área de segurança pública, pois é, nada a ver, eu sei. Mas foi ali talvez o meu aprendizado mais profundo até aqui. Papo pra outro post).

Depois fui trabalhar no mundo corporativo na área de investimento social privado.

Ali aprendi o quanto um instituto/fundação corporativo rema diariamente contra a correnteza do carro-chefe do mercado

e

ao mesmo tempo, precisa aprender a falar essa língua também.

A sina de um setor de responsabilidade social (CSR) é basicamente duas:

sucumbir a essa luta de davi contra golias

ou

tentar mexer alguns ponteiros neste tabuleiro corporativo.

E o que me ajudou a sustentar essas escolhas tão pouco triviais?

continuo pensando nisso, pois sigo na minha caminhada profissional

e

ainda há muito por percorrer.

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Mas três coisas me vêm à cabeça por hora:

– ser resiliente

não jogar a toalha nas batalhas perdidas do dia a dia

e persistir

Hoje o termo anda na moda, mas aqui a ideia é você basicamente resistir

e tentar se colocar um prazo mínimo para ter uma visão mais panorâmica do seu desafio e do que você fez. Seria mais um menos o exemplo de um técnico de futebol, que precisa de um certo tempo (talvez uma temporada cheia) pra compreender bem o contexto de onde se encontra e se conseguirá produzir os resultados que se espera do seu trabalho.

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– aprender a ser gestor

conciliar uma boa relação entre equipe e parceiros com entrega de resultados. Simples, né? Quem dera…

No fim do dia, o que te sustenta no longo prazo é o técnico, não as relaçoes políticas ou pessoais. Fazer churrasco na casa do chefe ou dos pares não fará diferença quando o bicho pegar. Com isso não quero dizer que uma boa relação entre colegas não facilita as coisas (sem dúvida que sim), mas não se iludir com estas relações me soa como chave. Você não está numa confraria de camaradas e sim num desafio profissional. Alguns confundem essas coisas bem diferentes.

Em outras palavras:

É sua capacidade em gerar sólidos resultados com um modus operandi saudável que vai te segurar no longo prazo.

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– abrir-se ao novo

Mudar de ares e de área se apresenta como um grande risco a todos nós, mas pode trazer profundo aprendizado e novas janelas de oportunidade.

Sim, isso implica em sair (às vezes muito) da sua zona de conforto e deixar pra trás qualificações e repertórios de outras áreas, os quais nem sempre podem ser trazidos na bagagem. Aqui, de momento, a única certeza: especializar-se demais na ‘asa da borboleta’ não me parece ser um caminho muito ‘sustentável’ do ponto de vista de trajetória profissional num mundo absolutamente volátil e dinâmico. (O maluco eu deixo a seu critério, [email protected] [email protected]).

Na metáfora futebolística:

– especializar-se numa única posição, num único esquema tático não me soa muito promissor. Esxperimente outras posições, outros esquemas táticos, outros técnicos, chutar com outras pernas, atacar e defender, outros clubes, e será a soma destas experiências (algumas boas, outras nem tanto) é que te dará um repertório profissional mais rico e denso.

Na hora do pênalty: é só você, o goleiro e a pressão. Esqueça o VAR e boa sorte, ou melhor, boa execução do que você treinou à exaustão (ou deveria).

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